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22 abr

Apê de arquiteto com 70 m² e estilo boho chic

Projetos | Interiores Compartilhe no Whatsapp

Morada do arquiteto Francisco Palmeiro, o projeto deste apê em Copacabana, assinado por ele, traz muitas cores, jardim de inverno, peças afetivas e decor cheio de personalidade.

Admiro demais quem tem o dom de misturar tudo no decor e ainda assim obter ambientes não só interessantes e bonitos; mas com aquele toque "je ne sais quoi", impossível de copiar ou reproduzir.

Assim é a nova morada do arquiteto Francisco Palmeiro, fruto de uma grande reforma no imóvel de 70 m² no Posto 5 de Copacabana que em apenas três meses jogou paredes no chão, redesenhando todo o layout antigo, escuro e compartimentado. O espaço foi inteiramente revitalizado e a planta original, com dois quartos, sala, cozinha e dependências foi transformada em ambientes integrados que valorizam a circulação de ar e a iluminação natural. Por ficar no penúltimo andar do prédio, a vista do céu invade o espaço. Outro detalhe, que gostei demais foi a solução encontrada para o jardim de inverno. Pare fazê-lo, Francisco delimitou um espaço, com um piso frio de cor clara, que se estende por toda a parede da fachada e abraça três janelas de onde é possível ver o mar.

DO ESTILO INDUSTRIAL AO BOHO CHIC

Para o decor, o acervo do morador (que já o acompanha de longas datas e conta a sua história) dá um tom. E por isso Francisco pôde concentrar o investimento em novos estofados, marcenaria, serralheria, instalação de luminárias, espelhos e paisagismo. O conjunto da obra, por assim dizer, vai do estilo industrial ao boho chic, passando pela urban jungle, cheio de personalidade. O mobiliário é uma mistura de peças que remetem a tempos diversos, heranças de família, objetos de proporções variadas, quadros de artistas contemporâneos, gravuras e estampas com padronagens variadas, inclusive étnicas.

"A mesa de canto em Pinho de Riga que ganhei de meu pai, a escrivaninha de estilo neoclássica da vovó e a mesa de centro do designer italiano Willy Rizzo, que ganhei de minha tia, a arquiteta Heloísa Prado Lopes, são os meus principais xodós. E tenho um afeto especial pela cristaleira art déco da cozinha, que foi o primeiro móvel que adquiri, aos 28 anos", lembra Francisco.

DECOR DE GARIMPO

No apartamento também é possível encontrar vários objetos adquiridos ou produzidos a partir de garimpos em caçambas de lixo e restos de obras, como o nicho aéreo de fundo espelhado, acima da cama, que expõe uma coleção de esculturas de galinha d'Angola.

Francisco destaca ainda as paredes que foram descascadas e hoje são de concreto aparente e as chapas de aço (também aparentes) usadas no reforço estrutural do vão, em contraste com o papel de parede do lavabo, com estampa criada pela arquiteta iraquiana Zaha Hadid. "Toda essa mistura de referências produz um ambiente acolhedor que não aceita rótulos e ainda possibilita escolhas diversas, conforme o olhar de quem observa", avalia.

PAS DE DEUX E URBAN JUNGLE

A concepção do jardim de inverno, uma verdadeira urban jungle, é de autoria de seu companheiro, o Coreógrafo e Paisagista João Saldanha, que tem sua própria casa em Maricá (Região dos Lagos, Rio de Janeiro). O espaço é composto por 21 vasos de diferentes proporções. A palmeira Licuala e as bromélias são as espécies prediletas do morador.

Natureza e cores, personalidade e ousadia, verde, vida e liberdade de criação resultaram numa residência iluminada, um verdadeiro oásis na cidade onde eu adoraria passar uma tarde ouvindo a história de cada objeto e jogando conversa fora!

Fotos: Juliano Colodeti I MCA Estudio

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